Álcool em gel: caro e raro

Antes esquecido e agora disputado, o álcool em gel anda sumido das prateleiras dos supermercados e farmácias de boa parte do Brasil, e em Rio Bonito o cenário não é diferente. A recomendação do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde, pelo uso do produto, acarretou uma disparada nas vendas, o que pegou as indústrias de surpresa. Em algumas farmácias da cidade, os funcionários contabilizaram a procura de mais de 500 pessoas por dia, pelo item. Atualmente, nem mesmo os comerciantes da cidade sabem quando o álcool, seja ele em gel ou líquido 70%, chegará, e nem por quanto o produto será vendido, já que muitas distribuidoras aumentaram os valores em cerca de 90%.

O aposentado riobonitense Francisco Carvalho, conta que percorreu cinco estabelecimentos comerciais, e não encontrou álcool em gel. “Já fui em supermercado, farmácia e loja de produto hospitalar, não tem em lugar nenhum. Dizem que está para chegar, mas não sabem quando que chega. Até perguntei se poderia deixar pago para garantir, mas não sabem quanto vai custar”, conta Francisco.

Na outra ponta, o comércio local tenta atender a demanda, mas sem sucesso. A farmacêutica Ivana Rodrigues revela que a última remeça de álcool em gel que recebeu na farmácia que é responsável, foi há 20 dias, cerca de 60 frascos, e que novos pedidos foram feitos, mas ainda sem previsão de chegada.

“A indústria não está preparada para isso, a procura está intensa. Antes dessa pandemia, já tivemos que descartar frascos de álcool em gel de marca de bebê. Há cerca de 20 dias, vendemos 60 unidades em menos de 24h. Se conseguirmos ser abastecidos hoje, acredito que a mesma quantidade acabe em 2h, pelo menos”, calcula Ivana.

Por conta da procura, o consumidor tem encontrado o produto a preços altíssimos. A farmacêutica conta que o álcool em gel teve aumento de 90%. “O mesmo frasco que antes vendíamos a R$9,90, hoje, para comprarmos da distribuidora, ele custa entre R$13,00 e R$17,00”.

Ajuda no combate ao vírus

Desde ontem, após a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), farmácias de manipulação podem fabricar álcool etílico 70% (p/p), álcool etílico glicerinado 80%, álcool gel, álcool isopropílico glicerinado 75%, água oxigenada 10 volumes, e digliconato de clorexidina 0,5%. Todos os produtos são indicados no combate ao coronavírus.

Texto : Lívia Louzada
Foto: Rogério Rodrigues
Foto de destaque retirada da internet

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