Novembro Azul: Médico faz alerta sobre as doenças da próstata

O exame de toque ainda é o melhor “remédio” contra o câncer de próstata, diz médico

Medo, preconceito ou simplesmente falta de informação. Esses são alguns dos motivos apontados pelo doutor Gwyer Borges Junior, urologista do programa Saúde do Homem, que engrossam as estatísticas no número de homens que deixam de fazer os exames preventivos e acabam sendo acometidos pelo câncer de próstata, um dos que ainda mais matam no Brasil. As doenças da próstata foi o tema da palestra, que falou da importância do exame de toque para os homens. O evento, realizado nessa terça feira (14), no Centro do Coração, na Mangueirinha, contou com a presença do secretário de Saúde, Matheus Neto, da vice-prefeita Rita de Cássia Borges, além de profissionais de saúde e moradores locais que puderam fazer perguntas e tirar dúvidas sobre a doença. Esse é uma das iniciativas que fazem parte do Novembro Azul, mês dedicado ao combate do câncer de próstata. Vários outros eventos alusivos estão programados pelo Programa de Saúde do Homem para acontecerem no município.

Durante a palestra, o médico abordou as causas, sintomas e formas de prevenção, diagnóstico e tratamento da hiperplasia prostática (tumor benigno da próstata) e do câncer de próstata, órgão localizado entre a bexiga e a uretra, responsável pela produção de substâncias que compõem o líquido seminal, como o antígeno prostático (PSA).

“As duas doenças estão ligadas ao envelhecimento do homem. Com o tempo, a produção de testosterona vai diminuindo, e a próstata perde sua função reprodutiva, o que, somado aos fatores hereditários do paciente, gera um crescimento anormal do órgão”, afirmou.

Ainda segundo o médico, no caso de um tumor benigno, o homem pode apresentar sérias dificuldades para urinar, tendo que ser submetido a um tratamento com medicamentos ou, nos casos mais graves, a uma intervenção cirúrgica. Mas não há risco de vida. Quanto ao tumor maligno, quando diagnosticado no início, apresenta um alto percentual de cura, através de radioterapia e cirurgia.

“Porém quando ocorre a metástase, e as células cancerígenas se espalham pelo organismo, não há muito a ser feito em termos de tratamento curativo. Nesse caso, busca-se retardar a evolução da doença através da quimioterapia. Trata-se do terceiro tumor maligno que mais atinge o homem, e seus sintomas, que são o emagrecimento e fortes dores no corpo, só surgem quando o mesmo já se encontra em um estágio avançado, o que torna necessária a consulta, ao menos uma vez ao ano, com um urologista”, explicou.

Mas ele apontou o preconceito como um dos principais motivos da incidência da doença.

“Temos que quebrar esse preconceito em relação ao exame de toque, caso contrário os índices de câncer de próstata entre os homens continuarão crescendo. Também não adianta a pessoa ir ao médico uma vez e depois sumir. O exame deve ser periódico, pois toda suspeita de câncer se tratada desde o inicio, tem cura”, alerta o urologista.

Segundo o doutor Gwyer, os exames preventivos devem ser feitos em homens a partir dos 45 anos. Para as pessoas que tenham algum caso de câncer de próstata na família, a idade diminui, os exames devem ser feitos a partir dos 40 anos.

Ações Itinerantes – A secretaria de Saúde também está disponibilizando um grupo de técnicos do programa de Saúde do Homem para percorrer as empresas do município, fazendo palestras com o objetivo de chamar atenção dos riscos e métodos de prevenção do câncer de próstata, além de difundir o trabalho quem vem sendo realizado na rede municipal de saúde nesse sentido. Essa semana as visitas acontecem na Cerâmica Boa Esperança e nas empresas Nutriara e Cascata Azul, na quinta-feira (16).

Riscos na Terceira Idade – No Brasil, o câncer de próstata é o terceiro mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento. Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade.

Texto: Denilson Santos
Fotos: Galileu

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