A prefeitura de Rio Bonito sediou a primeira Capacitação de Boas Práticas na Triagem Neonatal, com enfoque no teste do pezinho, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro e o Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) – APAE-Rio. O evento, realizado nesta quarta-feira (22) no Auditório do Centro Administrativo da prefeitura, na Praça Cruzeiro, contou com a presença da secretária de Saúde, Cíntia Fernanda da Silva, além de profissionais da área de saúde de Rio Bonito e de cidades vizinhas, como Tanguá, Silva Jardim e Itaboraí.
A Triagem Neonatal é uma ação preventiva que visa identificar distúrbios e doenças no recém-nascido a tempo de intervir e evitar sequelas, ou até mesmo óbitos. Todo bebê que nasce no Brasil tem direito a realizar gratuitamente quatro exames muito importantes para a sua saúde: Teste do Pezinho, Teste da Orelhinha, Teste do Olhinho e Teste do Coraçãozinho, que são os chamados exames de triagem neonatal.
A capacitação contou com fórum de dúvidas e demonstrações práticas sobre o momento da coleta do teste. Todo o processo que envolve o teste e a coleta é primordial para a melhoria da qualidade da triagem neonatal e, consequentemente, para a saúde da criança.
Um dos objetivos do evento foi melhorar a qualidade da triagem neonatal; esclarecer sobre o teste do pezinho e manejo da coleta; apresentar os fluxos de atendimento; atualizar sobre as doenças que foram incluídas após a Lei de Ampliação; atualizar os contatos com os responsáveis pelo Programa de Triagem Neonatal dos municípios do Rio de Janeiro e treinar e sensibilizar os profissionais atuantes, entre outros.
Sobre o Teste do Pezinho – O exame deve ser realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê, o material é coletado pelo seu calcanhar, por isso sendo apelidado como “pezinho” e, com uma só amostra, é possível detectar até seis doenças. Cabe ressaltar a importância do exame para o diagnóstico precoce de doenças genéticas e metabólicas em recém-nascidos e que podem comprometer seu desenvolvimento, como fenilcetonúria, deficiência de biotinidase, hipotireoidismo congênito, hiperplasia adrenal congênita, fibrose cística e anemia falciforme. É um exame realizado por um convênio entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae-RJ) desde 2017.
Texto: Denilson Santos
Fotos: Marcelo Gomes


