A secretaria de Saúde, através do Programa Saúde do Idoso, e em parceria com a Rede de Garantia de Direitos da Pessoa Idosa, vem realizando uma série de palestras e atividades culturais alusivas ao “Junho Violeta”, mês de conscientização e combate à violência contra a pessoa idosa. O principal objetivo desses eventos é mostrar para a população a importância de se denunciar ações de violência contra idosos, por meio de atividades e palestras.
Para marcar o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, comemorado nesta quinta-feira, dia 15 de junho, acontecem rodas de conversa e também uma caminhada para apoiar a data realizada pelo Grupo da Caminhada Urbana. A concentração será na Praça Astério Alves, no Centro, a partir das 19 horas.
Através das rodas de conversas, os profissionais buscam despertar na população a consciência social quanto às diversas formas de violência contra os idosos e informar sobre a rede de garantia de direito municipal. Esse encontros também servem para divulgar a importância da notificação da violência, por meio da ficha de notificação de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra a pessoa idosa.
O Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa representa um dia do ano em que o mundo inteiro manifesta sua oposição aos abusos e sofrimentos infligidos aos idosos. A violência contra o idoso pode ser definida como “um ato único, repetido ou a falta de ação apropriada, ocorrendo em qualquer relacionamento em que exista uma expectativa de confiança que cause danos ou sofrimento a uma pessoa idosa”.
Tipos de violência contra as pessoas idosas – É importante frisar que a violência pode ser realizada de forma física, sexual, psicológica, econômica, por abandono e negligência. A mais comum é a negligência, quando os responsáveis pelo idoso deixam de oferecer cuidados básicos, como higiene, saúde, medicamentos, proteção contra frio ou calor.
O abandono vem em seguida e é considerado uma forma extrema de negligência. Acontece quando há ausência ou omissão dos familiares ou responsáveis, governamentais ou institucionais, de prestarem socorro a um idoso que precisa de proteção.
Há, ainda, a violência física, quando é usada a força para obrigar os idosos a fazerem o que não desejam, ferindo, provocando dor, incapacidade ou até a morte. E a sexual, quando a pessoa idosa é incluída em ato ou jogo sexual homo ou heterorrelacional, com objetivo de obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças.
A psicológica ou emocional é a mais sutil das violências. Inclui comportamentos que prejudicam a autoestima ou o bem-estar do idoso, entre eles, xingamentos, sustos, constrangimento, destruição de propriedade ou impedimento de que vejam amigos e familiares.
Por último, há a violência financeira ou material, que é a exploração imprópria ou ilegal dos idosos ou o uso não consentido de seus recursos financeiros e patrimoniais.
Confira a programação do “Junho Violeta”:
Onde procurar orientação ou denunciar:
– Unidades Municipais de Saúde;
– Delegacias;
– Disque 100 (Direitos Humanos);
– 190: Policia Militar (para situações de risco eminente)
Texto: Denilson Santos


