A Prefeitura de Rio Bonito, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Defesa Civil, realizou, na última segunda-feira (10), a primeira Oficina Participativa para a elaboração do Plano Local de Ação Climática (PLAC). O encontro aconteceu no Auditório da Prefeitura e reuniu representantes de diferentes áreas da administração municipal e participantes envolvidos na construção do planejamento climático do município.
Rio Bonito é um dos 34 municípios fluminenses contemplados pelo Programa Ambiente Resiliente, iniciativa da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS-RJ), em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. A proposta é apoiar os municípios na construção de planos que considerem as características, vulnerabilidades e necessidades de cada território.
O primeiro encontro em Rio Bonito marca o início da etapa de diagnóstico participativo do PLAC. Durante a oficina, foram discutidos os principais impactos das mudanças climáticas no município, além de vulnerabilidades, desafios e prioridades que deverão ser considerados na elaboração do plano. As contribuições levantadas nesta fase irão compor o diagnóstico climático de Rio Bonito e servirão de base para as próximas etapas.
O PLAC será um instrumento de planejamento para orientar Rio Bonito na prevenção e redução de riscos, na adaptação às mudanças do clima e no fortalecimento da resiliência do município. Entre os objetivos estão o enfrentamento dos impactos de eventos extremos, como chuvas intensas e enchentes, a proteção ambiental, a adequação de infraestruturas e a construção de estratégias que contribuam para um município mais seguro e preparado para os desafios climáticos.
A elaboração do plano utiliza como referência a metodologia City Resilience Action Planning (CityRAP), desenvolvida pelo ONU-Habitat e pelo Centro Técnico Sub-Regional para Gestão de Riscos de Desastres, Sustentabilidade e Resiliência Urbana (DiMSUR). A metodologia foi criada para apoiar municípios na construção participativa de estratégias de resiliência urbana e considera diferentes áreas, como governança e participação social, planejamento urbano e meio ambiente, infraestrutura e serviços básicos, economia e sociedade e gestão de riscos de desastres.
Por isso, a construção do PLAC envolve a participação integrada de diferentes setores da administração pública e da sociedade, reunindo conhecimentos e experiências que ajudam a garantir um planejamento mais próximo da realidade local. A proposta prevê a participação de áreas como meio ambiente, defesa civil, saúde, educação, infraestrutura, agricultura, turismo, mobilidade, segurança pública, entre outras.
Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil, Christiano Rodrigues Vieira, a participação dos diferentes setores é essencial para que o plano seja eficiente e represente a realidade de Rio Bonito.
“O Plano Local de Ação Climática é uma ferramenta fundamental para planejarmos o futuro da nossa cidade. As mudanças climáticas já fazem parte da nossa realidade e exigem ações coordenadas. A participação dos diversos segmentos da sociedade e das secretarias municipais fortalece esse trabalho e nos permite construir soluções que protejam a população, preservem o meio ambiente e promovam um desenvolvimento sustentável para Rio Bonito”, destacou o secretário.
Próximas etapas – A construção do PLAC seguirá com novos momentos participativos. A próxima etapa está prevista para novembro de 2026, quando serão discutidas estratégias e prioridades a partir dos diagnósticos construídos nesta primeira fase.
O processo continuará ao longo de 2027, com a definição das ações prioritárias e o desenvolvimento de ferramentas para implementação e monitoramento. A previsão é de que os Planos Locais de Ação Climática sejam concluídos em 2027.
Com a iniciativa, Rio Bonito passa a construir, de forma participativa e integrada, um planejamento específico para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, fortalecer a prevenção de riscos e ampliar a capacidade da cidade de se adaptar e responder aos eventos extremos.
Fotos: Marcelo Gomes.


