O mês de janeiro em Rio Bonito ganhou um tom especial e necessário: o roxo. Mais do que uma cor no calendário, o Janeiro Roxo representa um grito de conscientização, um movimento de acolhimento e, acima de tudo, uma ferramenta poderosa de combate à hanseníase. Um encontro que reuniu integrantes do Programa Operação Trabalho (POT), no Auditório do Centro Administrativo da prefeitura, na Praça Cruzeiro, reafirmou o compromisso social ao participar ativamente de uma jornada de aprendizado que ficará marcada na memória de todos os presentes.
O encontro conduzido pela Enfermeira Sabrina Carvalho, Coordenadora da Linha de Cuidados em Tuberculose e Hanseníase do município, foi um divisor de águas. Com maestria e sensibilidade, ela conduziu o grupo por uma imersão profunda na realidade da doença. Através de vídeos, fotos e relatos emocionantes de pacientes, o encontro deixou de ser apenas um treinamento técnico para se tornar um momento de profunda conexão humana.
Durante o evento, temas fundamentais foram colocados em pauta, como:
A Desmistificação: Entender que a hanseníase tem cura e que o tratamento é o caminho para a vida normal.
O Combate ao Medo: Esclarecer as formas de contágio e derrubar os mitos que, por séculos, isolaram pessoas e famílias.
Resgate Histórico: Uma viagem necessária pela história da hanseníase no Brasil, permitindo-nos compreender a origem do preconceito para que possamos, finalmente, encerrá-lo.
Para a enfermeira Sabrina Carvalho é importante realizar atividades de conscientização nas unidades de saúde durante todo o ano, porque “a gente tem que tratar a hanseníase de janeiro a janeiro”. O último domingo de janeiro marca o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, e janeiro foi escolhido como mês de enfrentamento à doença. A campanha de conscientização Janeiro Roxo lembra que a hanseníase tem cura e tratamento e combate o preconceito acerca dela.
“O que vimos foi um público atento, curioso e, acima de tudo, empático. A abertura para o diálogo demonstrada pelos integrantes do POT prova que estamos formando não apenas profissionais, mas cidadãos conscientes e agentes multiplicadores de saúde”, garante a enfermeira.


