Programa terá duração de cinco anos e prevê plantio de espécies nativas, educação ambiental, criação de viveiro-escola e mobilização da população
Rio Bonito integra o Programa de Recuperação Ambiental da Mata Atlântica Rio Bonito (PRAMA), que prevê a recuperação de 58,57 hectares de áreas degradadas até 2031. Iniciado em maio de 2026, o projeto conta com orçamento de R$ 4,4 milhões, provenientes das instituições parceiras, sem utilização de recursos do orçamento municipal. A iniciativa reúne ações de restauração florestal, educação ambiental e mobilização social para fortalecer a biodiversidade e preservar o patrimônio natural da cidade.
O programa foi apresentado durante uma reunião com representantes de secretarias municipais, instituições ambientais e parceiros envolvidos na execução das ações. A articulação é conduzida pela Secretaria Municipal de Defesa Civil e Meio Ambiente, sob a coordenação do coronel Christiano, em parceria com o Instituto Onda Azul e outras instituições.
Participaram do encontro a secretária de Comunicação, Isabela Taveira; o secretário de Educação, Sérgio Magalhães; a subsecretária de Educação, Sandra Ignácio; a secretária de Urbanismo, Eucimar Abrahão; o secretário de Planejamento, Humberto Belgues; e o secretário de Obras, Maximiliano. Também estiveram presentes representantes da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, do Floresta Viva e do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Codema). O programa conta ainda com o apoio do FURBIO.
Recuperação de áreas degradadas e preservação da biodiversidade – Com duração prevista de cinco anos, o PRAMA terá os dois primeiros dedicados principalmente ao plantio e os três últimos à manutenção e ao acompanhamento das áreas recuperadas. A meta de 58,57 hectares equivale a aproximadamente cinco campos de futebol do Maracanã.
Para alcançar esse resultado, serão utilizadas diferentes técnicas de restauração florestal, como plantio total, enriquecimento, adensamento e semeadura direta, de acordo com as características de cada área. O objetivo é recuperar a vegetação nativa, favorecer o desenvolvimento dos ecossistemas e contribuir para a proteção da fauna, da flora, das nascentes e dos riachos.
Parceria ambiental amplia oportunidades para o município – A articulação com o Instituto Onda Azul começou em janeiro de 2025. Ao longo de aproximadamente duas décadas de atuação, a organização ampliou seus trabalhos relacionados à conservação da água e incorporou a restauração florestal como estratégia para a proteção dos recursos hídricos.
Além dos benefícios ambientais, o PRAMA tem potencial para abrir novas oportunidades para Rio Bonito, inclusive por meio de iniciativas nacionais e internacionais de sustentabilidade e mecanismos como o mercado de carbono, desde que atendidos os critérios técnicos e legais necessários. Dessa forma, o município poderá ampliar sua participação em projetos ambientais e atrair recursos para futuras ações de preservação.
A execução do programa prevê acompanhamento e auditoria pelo Governo do Estado, contribuindo para o monitoramento das atividades e dos resultados ao longo de sua implementação.
Educação ambiental e criação de viveiro-escola – A participação da sociedade é outro eixo importante do PRAMA. O programa prevê oficinas, atividades educativas e a elaboração de um calendário socioambiental para aproximar a comunidade das ações de preservação.
Uma das propostas é a implantação de um viveiro-escola, que deverá receber estudantes para atividades práticas relacionadas à produção de mudas, ao plantio de espécies nativas e à conservação ambiental. A iniciativa também busca integrar as ações do programa à rede municipal de ensino, incentivando crianças e jovens a conhecerem a biodiversidade local e a importância dos recursos naturais.
Quatro pilares orientam o programa – O PRAMA está estruturado em quatro frentes: reflorestamento, educação ambiental, implantação de um polo de restauração por meio do viveiro-escola e mobilização local. A atuação conjunta dessas áreas busca garantir que o projeto vá além do plantio, promovendo também conhecimento ambiental e participação comunitária.
A equipe técnica conta com Ricardo Farias, diretor de projetos do Instituto Onda Azul e mentor do PRAMA; Marcos, engenheiro florestal responsável pelo projeto florestal e pelo viveiro-escola; Fabiane Bertone, coordenadora riobonitense responsável pela capacitação e coordenação local; e Pedro, que atua no apoio logístico.
Com planejamento de longo prazo e atuação integrada entre o poder público e as instituições parceiras, o PRAMA representa um avanço nas ações de recuperação ambiental de Rio Bonito. A expectativa é que o programa contribua para restaurar áreas degradadas, proteger os recursos hídricos e fortalecer a conscientização ambiental, deixando um legado positivo para as próximas gerações.
Fotos: Marcelo Gomes


