Nem toda doença é conhecida pela maioria da população, mas muitas delas fazem parte da realidade de milhares de brasileiros. Pensando na conscientização, no acolhimento e no fortalecimento das políticas públicas de saúde, Rio Bonito realizou o 1º Seminário Municipal de Saúde Integral da População Negra e Doença Falciforme.
O evento aconteceu no dia 21 de maio, no Espaço de Festas Bonitinho, reunindo profissionais da saúde, equipes técnicas e moradores para discutir temas ligados à saúde da população negra, com destaque para a doença falciforme.
A iniciativa teve como objetivo ampliar o acesso à informação, promover atualização profissional e fortalecer o debate sobre políticas públicas voltadas ao atendimento humanizado e à promoção da equidade na saúde.
Durante o seminário, foram promovidas palestras, orientações e debates sobre acolhimento, diagnóstico e a importância de uma rede de atendimento mais preparada e inclusiva.
A doença falciforme esteve entre os principais temas discutidos por ser uma condição genética hereditária com maior incidência na população negra. Isso acontece porque a alteração genética responsável pela doença tem origem ancestral em regiões do continente africano, fazendo com que a condição seja mais frequente entre pessoas negras e pardas no Brasil. Por isso, o debate sobre diagnóstico precoce, tratamento adequado e acesso à informação é considerado fundamental dentro das políticas de saúde da população negra.
A realização do seminário fortaleceu o diálogo sobre saúde pública no município, ampliando a conscientização e incentivando práticas de cuidado mais humanas e acessíveis.
Mais do que um encontro técnico, o seminário representou um espaço de escuta, troca de experiências e fortalecimento do cuidado com a população, destacando a importância de olhar para a saúde de forma mais inclusiva, acolhedora e consciente das diferentes realidades presentes no município.
Fotos: Marcelo Gomes


