Setembro Amarelo faz alerta sobre a depressão e o suicídio

O suicídio é um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Mas o suicídio pode ser prevenido. No Setembro Amarelo, mês dedicado a prevenção e alerta sobre a realidade do suicídio, a secretaria de Saúde de Rio Bonito está realizando eventos para que a população saiba agir e se prevenir contra a doença. Os eventos vêm sendo realizados nas Estratégias de Saúde da Família (ESF) dos bairros. Nessa quinta-feira (5) foi na Bela Vista e reuniu profissionais da saúde e usuários. A ideia é que o tema seja debatido durante ano nas unidades de saúde do município.

“Prevenção é o melhor remédio contra o suicídio. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, fique atento se a pessoa demonstra comportamento suicida e procure ajudá-la”, explica a psicóloga do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), Jonamara Magalhães Neves, que está percorrendo os ESFs do município, ministrando uma palestra e bate papos sobre “depressão e o uso indiscriminado de medicamentos controlados, conhecido como drogas psicotrópicas.

Segundo a enfermeira do ESF da Bela Vista, Cristiana Rosa, as drogas psicotrópicas são medicações de uso controlado, e atuam sobre a mente, mais especificamente sobre o sistema nervoso central (SNC), provocando alterações de humor, cognição, percepção sensorial, comportamento ou consciência, se usada de forma indiscriminada. Ela explicou que muitos casos de suicídio começam pela falta de apoio e diálogo familiar, já que a pessoa com depressão tem dificuldade de se abrir e falar sobre o problema.

“É muito importante a orientação quanto ao uso indiscriminado de medicamentos psicotrópicos, além de apoio familiar junto às gestantes puérperas, idosos e adolescentes, frente à depressão. A quantidade de suicídio no município está gritante, porém temos que está atento a qualquer sinal, pois muitas vezes não há sinais aparentes. O ouvir, falar e abraçar são muito importantes nesse momento”, garante a enfermeira.

Para a psicóloga Jonamara Neves, não há uma “receita” para detectar seguramente quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida, nem se tem algum tipo de tendência suicida. Entretanto, um indivíduo em sofrimento pode dar certos sinais, que devem chamar a atenção de seus familiares e amigos próximos, sobretudo se muitos desses sinais se manifestam ao mesmo tempo.

Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança – As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, com falta de autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos.

Isolamento – As pessoas com pensamentos suicidas podem se isolar, não atendendo a telefonemas, interagindo menos nas redes sociais, ficando em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, principalmente aquelas que costumavam e gostavam de fazer.

Outros fatores – Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes, entre outros, podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como determinantes para o suicídio. Sendo assim, devem ser levados em consideração se o indivíduo apresenta outros sinais de alerta para o suicídio.

Prevenção e ajuda – Caso você esteja sofrendo de ideações suicidas, ou conheça alguém que pode estar passando por esse momento, uma das opções de atendimento emergencial em caso de crises iminentes é o Centro de Valorização da Vida (CVV), que possui acolhimento gratuito por telefone no número 188 e pelo chat do site. Entretanto, como o CVV é uma iniciativa sem fins lucrativos que depende de prestadores de serviços voluntários para atender à demanda, nem sempre é possível conseguir atendimento rápido por lá. Uma alternativa para situações de emergência é recorrer aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), presentes em todos os municípios e com atendimento público associado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em Rio Bonito, o CAPS Dr. CLEBER PAIXAO funciona na Rua Vital Brasil, 90, no Centro. Informações podem ser obtidas pelo telefone 2734-2488.

Texto: Denilson Santos
Fotos: Galileu

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