Rio Bonito realiza Semana de Mobilização de Combate ao mosquito da dengue

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A Semana de Mobilização de Combate ao Mosquito Aedes Aegypti, que começou na segunda-feira (06), está mobilizando alunos e professores das escolas de Rio Bonito, além de Agentes de Endemias, numa ação em conjunto contra as doenças causadas pelo mosquito, como dengue, zika, chikungunha e febre amarela. A ação, realizada pela secretaria de Saúde, através da Vigilância em Saúde, passou por várias escolas municipais, como José Matoso Maia Forte, Astério Alves de Mendonça e Professor Honesto de Almeida Carvalho, na Praça Cruzeiro; Antônio Lopes de Campos Filho e Raulbino Pereira de Mesquita, em Cambucais; Professor Ângelo Longo e Kingston Motta, no Parque Andrea, além do Colégio Municipal Maurício Kopke e as escolas estaduais Barão do Rio Branco e Dirceu Rodrigues da Costa, no Centro.

Durante a semana de mobilização os alunos participaram de palestras educativas, com informações sobre os procedimentos que devem ser tomados para se evitar essas doenças. Os agentes de endemias também organizam mutirões de limpeza e ensinam como identificar possíveis criadouros do mosquito. A semana de mobilização termina na sexta-feira, dia 10, com um evento na Praça Fonseca Portela, no Centro. Haverá uma exposição de mostruários dos possíveis depósitos e amostra do ciclo biológico do Aedes Aegypti, além de elaborações de painéis informativos, distribuição de panfletos, apresentação de trabalhos montados pelas escolas, entre outros. O evento é gratuito e acontece a partir das 9 horas.

Como se proteger – A melhor forma de se proteger do mosquito é evitar que ele se desenvolva, ou seja, eliminar os focos de larvas. O uso de inseticidas, por exemplo, não é uma boa forma de eliminar o Aedes aegypti adulto, já que estas substâncias estão gerando mosquitos resistentes. Além disso, o uso de inseticidas causa sérios danos à natureza. As contra indicações são as mesmas no caso de uso em larvas.

Sendo assim, a melhor maneira de combater o mosquito adulto é eliminar as águas paradas, ou seja, os criadouros do mosquito. Não havendo água parada, as fêmeas não têm um lugar adequado para que seus ovos se desenvolvam e assim, a população de mosquitos adultos vai sendo reduzida até não representar mais perigo. Porém, existe uma série de medidas que se não impedem a transmissão da dengue, chikungunya e zika , pelo menos a dificulta.

Espirais – O uso de espirais ou vaporizadores elétricos: devem ser colocados ao amanhecer e/ou no final da tarde, antes do pôr-do-sol, horários em que os mosquitos mais picam.

Mosquiteiros – Devem ser usados principalmente nas casas com crianças, cobrindo as camas e outras áreas de repouso, tanto durante o dia quanto à noite.

Repelentes – Podem ser aplicados no corpo, mas devem ser adotadas precauções quando utilizados em crianças pequenas e idosos, em virtude da maior sensibilidade da pele.

Telas – Usadas em portas e janelas, são eficazes contra a entrada de mosquitos nas casas.

Ar condicionado – O uso do ar condicionado inibe o mosquito, pois baixa a temperatura e a umidade do ar, mas não o mata. Ele tem mais dificuldade para detectar onde estará a possível vítima de sua picada. Estes aparelhos apenas espantam o mosquito que poderá voltar em outro momento quando eles estiverem desligados.

Texto: Denilson Santos
Fotos: Galileu